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09/11/2021

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Tania Ziulkoski e gestoras locais falam sobre o desafio de entrar e se manter no poder

091121 mmmEm Brasília nesta segunda-feira, 8 de novembro, a fundadora do Movimento Mulheres Municipalistas (MMM), Tania Ziulkoski, recebeu prefeitas e vereadoras para falar sobre a presença da mulher na política. De modo geral, as gestoras relatam o desafio comum de ingressar e se manter no poder.

A prefeita de Liberato Salzano (RS), Juli Pensin, por exemplo, que saiu de um ambiente da saúde, afirmou ter sido necessário ser firme para fazer valer as medidas de enfrentamento a Covid-19, durante o pico da pandemia. “Vim da iniciativa privada, o ritmo é diferente. Na política, por sermos mulheres, temos que ser firmes quando tomamos decisões”, revelou a prefeita de primeiro mandato.

De acordo com a gestora, a agenda na capital federal foi construída em conjunto com a vereadora de Sagrada Família (RS), Elisete Santos, para poderem se apoiar. Durante reunião com Tania Ziulkoski, a integrante do legislativo contou: “a primeira eleição foi para que o partido pudesse estar nas cotas eleitorais de gênero”. A vereadora de Sagrada Família relatou ainda ter desistido da política, por um tempo, por conta de violência política.

“Eu era a única mulher e ainda de oposição. Sofri demais. Quando terminou, decidi que não queria mais”, desabafou. Ainda hoje, a gestora diz que se sente deslocada por ser um ambiente masculinizado. “Sentia como se eu não devesse estar aqui”, disse se referindo a primeira vez que veio em uma caravana estadual para Brasília. Agora, sendo a atual presidente da câmara municipal, atua em favor das pautas femininas, inclusive para que mais mulheres possam entrar na política.

Do lado oposto do país, a vereadora de Laranjal do Jari (AP), Vera Lúcia Aguiar, disse ter entrado na política também para cumprir a cota de gênero do partido, mas gostou da atividade legislativa e se candidatou novamente em 2020. Da vida privada à vida pública, a vereadora contou sentir-se desconfortável, no início. “Nem sabia pedir voto direito, mas, o apoio da minha família foi fundamental para eu não desistir”.

Hoje, Vera Lúcia conta que conseguiu feitos inéditos para o Município e que vê na política uma forma de trabalhar para a comunidade, sentindo-se valorizada e reconhecida.


Da Agência CNM de Notícias


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