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29/06/2020

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Tecnologia social melhora conforto térmico em moradias de áreas precárias, confira a boa prática

29062020 ass Mun Oeste SCCaracterizado pelas menores temperaturas, o inverno começou no Hemisfério Sul no último dia 20 de junho e vai até dia 22 de setembro. O período traz grande desafio aos gestores municipais, principalmente, este ano, quando todos os esforços estão voltados ao combate do novo Coronavírus (Covid-19). Nesse contexto, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca iniciativa pioneira de tecnologia social, iniciada em Passo Fundo (RS) e espalhada para diversas outras localidades do país, para melhorar o conforto térmico em moradias de áreas precárias.

Segundo a área de planejamento Territorial e Habitação da entidade, os gestores locais enfrentam condições difíceis para melhorar a qualidade da moradia, com cortes de recursos federais direcionados para prover melhores condições de moradia à população de baixa renda. Com a chegada do inverno, explica o departamento técnico da CNM, as às famílias residentes nessas localidades precisam lidar também com os fenômenos naturais – chuva, vento e frio, além de aumento de insetos peçonhentos – que impactam diretamente na saúde.

Contudo, serve de inspiração as ações desenvolvidas por gestores locais, entidades sociais, associações municipais e entidades não governamentais com objetivo de assegurar condições mínimas de acesso à água potável e equipamentos de higiene em áreas precárias. Destacam-se os projetos que dão conforto térmico às famílias residentes de comunidades em situação de vulnerabilidade social, durante o inverno. A região Sul do Brasil é bastante afetada por esta estação do ano, e foi justamente lá que nasceu o projeto de reutilização das caixas Tetra Pak – também denominada de embalagens longa-vida.

Geralmente descartadas de maneira inadequada pela população, as caixas de leite, sucos, achocolatados e outros produtos podem ser utilizadas para revestimento de paredes ou forro das moradias. O isolamento térmico feito pela composição do plástico, do papel e do alumínio ajuda a manter a temperatura e as embalagens são 100% recicláveis. A parte interna da caixinha papel alumínio recebe a luz do sol durante o dia e conserva o calor no ambiente, funcionando com manta e elevando a temperatura no ambiente interno dos cômodos, proporcionando melhores condições para o enfrentamento do vento e frio e no verão minimiza o calor interno.

29062020 Erechim RSEstados
Hoje, muitos Municípios gaúchos contam com as ações voltadas às famílias de áreas de vulnerabilidade, inclusive Porto Alegre, Erechim, General Câmara, Carazinho, Getúlio Vargas, Santa Maria e Santa Cruz do Sul. Ano passado, o campus da Uninter de Venâncio Aires também abraçou a ação. Chamado de projeto Brasil Sem Frestas, a iniciativa migrou para o Paraná, para Santa Catarina e para diversos outros Municípios do país, sendo desenvolvido em, pelo menos, sete Estados.

A CNM aponta que a iniciativa integra as área de habitação, de saúde e de manejo dos resíduos sólidos. Também destaca as ações replicadas em Chapecó (SC) e o envolvimento da Associação dos Municípios do Oeste de Santa Catarina (SC) como ponto de coleta. Uma vez que para se reciclar as embalagens, a participação das indústrias especializadas é fundamental o projeto também representa um processo de aproveitamento dos resíduos sólidos, de inclusão social e de melhoria das condições de vida.

Sistema
Conforme explica a área de Saneamento da CNM, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), trazida pela Lei 12.305/2010, trouxe a obrigatoriedade de estruturação e funcionamento dos sistemas de logística reversa. O sistema deve ser estruturado mediante retorno dos produtos, após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo dos resíduos sólidos, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes desse tipo de embalagem.

No caso de doação dessas embalagens é importante verificar se há possibilidade de fazer parceria com associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis, pois todo material que é reciclável é um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania.

Por Raquel Montalvão
Fotos: Associação dos Municípios do Oeste de SC e Pref. Erechim

Da Agência CNM de Notícias, com informações do projeto Brasil Sem Frestas e da Pref. Erechim


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