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17/05/2019

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Troca de experiências marca oficinas sobre Nova Agenda Urbana e Cidades Inteligentes na CNM

Divulgação CNMO workshop sobre a Nova Agenda Urbana e Cidades Inteligentes, do Programa Internacional de Cooperação Urbana (IUC) da União Europeia, sediado na Confederação Nacional de Municípios (CNM), finalizou as atividades, nesta sexta-feira, 17 de maio, com debate sobre financiamento de cidades inteligentes e dinâmica em grupo. Durante dois dias, foram desenvolvidas oficinas de formação com o objetivo de compartilhar estratégias e boas práticas em desenvolvimento urbano sustentável.

De acordo com o programa, o desenvolvimento de cidades inteligentes pode melhorar os indicadores de qualidade de vida de um Município de 10% a 30%. Hoje, do Brasil, apenas São Paulo e Rio de Janeiro estão entre as 100 cidades inteligentes mais importantes do mundo. O conceito de Cidades Inteligentes, ainda de acordo com a organização internacional, visa inserir as pessoas no centro do desenvolvimento, a partir da incorporação das tecnologias da informação na gestão urbana.

No âmbito de financiamento dessas cidades, o Ministério do Desenvolvimento Regional apresentou a visão da pasta e o programa Pró-Cidades. Para o órgão, a agenda é ampla, extrapola os limites de tecnologia e dos Municípios e deve estar associada a uma visão de sociedade e de território. O diretor do departamento de Desenvolvimento Regional e Urbano, João Mendes da Rocha Neto, pontuou ainda que é preciso integração: “A gente não pode construí-la sem considerar as duas grandes políticas, de desenvolvimento regional e de desenvolvimento urbano”.

Ministro-conselheiro da delegação da União Europeia no Brasil, Carlos Oliveira colocou uma perspectiva europeia de cidades inteligentes. Ele deu diversos exemplos de inovações como a computação na nuvem, impressão 3D, a tecnologia 5G e veículos conectados e autônomos. “Acima de tudo estamos falando de melhorar a vida da população”, destacou.

Ao apresentar o projeto Parceria europeia de inovação - cidades e comunidades inteligentes, Oliveira explicou que a ideia é ter projetos pilotos de como as cidades podem se preparar para o futuro e implementar as mudanças. Depois, o intuito é que essas mesmas propostas possam ser adaptadas para se aplicar a realidade de cada Município.

Outro ponto levantado foi o alerta de que as mudanças para cidades inteligentes não devem ser restritas à atuação do poder público. “Tem que ter um equilíbrio entre público e privado nesse processo”, resumiu. Ele acrescentou ainda a importância da participação cidadã.

Nos Municípios
Representante de Araripina, em Pernambuco, o secretário municipal de Administração e Planejamento, Hermes Alves, compartilhou, no evento, a dificuldade de conectividade na região, o que por vezes também dificulta na construção de uma cidade inovadora. “Nos distritos não há torre de telefonia, só um provedor de internet que não atende a todos. Temos 83 escolas e recebemos modens de uma operadora que não funciona nas regiões onde as unidades estão”, resumiu. O Município tem cerca de dois mil quilômetros quadrados, e 56% da população vive na área rural. Divulgação CNM

O diretor do Departamento De Ciência, Tecnologia e Inovação Digital do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, José Gontijo, — que participou do workshop falando sobre inovação e editais de financiamento —, informou que o governo federal trabalha para atenuar a falta de rede nos Municípios. “Um caminho é alterar o modelo de comunicações. Temos o projeto de lei 79 (de 2016), que tramita no Congresso, para permitir a adaptação da modalidade de outorga de concessão para autorização. Na prática, isso permitirá a implementação de redes em locais menores”, afirmou.

Mesmo com limitações, como a de conectividade relatada, a prefeitura se esforça para adotar medidas que melhorem a gestão e os serviços. “Na prefeitura a gente não usa mais ofício, por exemplo. Fazemos tudo por meio de um software”, conta o secretário. Além da economia de papel, o novo sistema contabiliza o tempo de resposta e eficiência de cada departamento.

Ao fim do workshop, Círia Lima, funcionária da área ambiental de Eusébio, Município cearense de aproximadamente 52 mil habitantes, se surpreendeu. “Já fazemos muitos dos pontos identificados como os de uma cidade inovadora. Trabalhamos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), temos baixa mortalidade infantil, educação integral em todos os níveis”, exemplificou.

Por Amanda Martimon
Da Agência CNM de Notícias


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