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25/06/2019

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Um em cada cinco brasileiros usa o celular enquanto dirige, indica pesquisa

Marcelo Camargo/ABrUma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 24 de junho, indica um fenômeno preocupante entre os motoristas brasileiros, 19,3% da população das capitais brasileiras usam o celular enquanto dirigem. A partir de informações do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2018, o mapeamento do Ministério da Saúde (MS) aponta que de cada cinco pessoas, uma afirmou fazer o uso do aparelho no trânsito.

Os acidentes de trânsito são a segunda maior causa de mortes externas no país. E a pesquisa promovida desde 2006 monitora diversos fatores de risco e proteção relacionados à saúde, incluindo a temática de trânsito nas capitais dos 26 Estados e no Distrito Federal. A última edição entrevistou 52.395 pessoas, por telefone, maiores de 18 anos, entre fevereiro e dezembro de 2018. Entre os que sinalizam praticar a infração, 25% tem entre 25 e 34 anos e maior escolaridade.

Os motoristas com nível superior também são os que mais recebem multas por excesso de velocidade e que associam o consumo de bebida alcoólica e direção, mostra a Vigitel. As capitais com maior porcentual de uso de celular por condutores foram: Belém, Rio Branco e Cuiabá, Vitória, Fortaleza, Palmas, Macapá e São Luís, com a máxima em 24% e a mínima em 22,3%. Em contrapartida, as regiões com menos ocorrências foram Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, com porcentual entre 14% e 17%.

Indicadores
Além do uso do celular associado à direção, a pesquisa abordou também outros três importantes indicadores para a ocorrência de acidentes de trânsito: consumo abusivo de álcool abusivo, consumo de álcool em qualquer dose e multa por excesso de velocidade. A pesquisa mostra ainda que 11,4% da população entrevistada afirmou ter multas de trânsito por excesso de velocidade. O comportamento de risco identificado nos homens é o dobro do das mulheres, mais frequente na população de 25 a 34 anos e de maior escolaridade.

Em 2017, de acordo com o Ministério da Saúde, 35,3 mil pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito e 166.277 foram internadas. Os gastos com as internações foram de R$ 229,2 milhões. Além das sequelas emocionais, muitos pacientes ficam com lesões físicas, sendo as principais consequências amputações e traumatismo cranioencefálico, segundo a pasta. No entanto, o cenário já foi pior, uma vez que entre 2010 e 2017, o Brasil reduziu em 17,4% o número de mortes por acidentes de trânsito, passando de 42.844 para 35.374. Confira as bases de dados do Vigitel, com informações das capitais e do Distrito Federal, de 2006 a 2017. 

Da Agência CNM de Notícias, com informações da ABr/EBC

 


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