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30/05/2018

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Crise do combustível afeta turismo nos Municípios; economia local deve ser comprometida com cancelamento de viagens

30052018 crise combustíveis EBCO impacto da escassez de combustíveis para carros e aviões em razão da greve dos caminhoneiros já compromete o Turismo nos Municípios. A incerteza sobre a possibilidade de deslocamento tem diminuído a procura em agências de turismo e cancelamentos de reservas em hotéis e pousadas em todo o país. Os reflexos da diminuição do número de turistas já podem ser percebidos a curto prazo com a proximidade do feriado de Corpus Christi na quinta-feira, 31 de maio.

Atualmente o Brasil conta com 3.285 Municípios turísticos ou que fazem parte da cadeia produtiva do turismo que podem sofrer os impactos negativos na sua economia, pois além do turismo interno, o turismo internacional já dá sinais de retração.

Somente no estado de São Paulo, o Conselho de Turismo da Fecomercio - SP estima que o setor pode registrar perda de R$ 104 milhões na capital paulista devido à paralisação dos caminhoneiros. A previsão é baseada nos dados da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS) com a análise do Grupo 13, que envolve as atividades de hotelaria, agências, excursões, planejamento e organização de feiras, festas e congressos, dentre outras. Se forem considerados os setores como de locação de veículos, de espetáculos e de transportes, o impacto deve ser maior.

Cancelamentos e remarcações

Em Minas Gerais, os reportes são de que o setor turístico sofrerá um duro baque. Várias agências de turismo, hotéis e pousadas começaram a receber telefonemas de clientes desesperados sem saber se conseguiriam ou não viajar. Ainda foram informados muitos pedidos de cancelamentos de viagens ou de pessoas tentando remarcar viagens para uma nova data. Nesse contexto, existe uma insegurança muito grande por parte dos passageiros.

A imprecisão na normalização da oferta de combustíveis e das atividades logísticas geraram mal-estar e, com isto, o crescente número de cancelamentos de pacotes turísticos. No caso de viagens terrestres, a situação é ainda pior. Não há ônibus e, muito menos, carros para alugar nas locadoras de veículos. A consequência é notada em prejuízos para pousadas, restaurantes, hotéis e comércio das cidades históricas de Minas Gerais que poderiam lucrar com o feriado de Corpus Christi.

Embora bastante resiliente, o setor de Turismo tem como característica ser o primeiro alvo dos cortes e um dos últimos a se recuperar em situações de paralisações. Diante disso, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) orienta que os gestores municipais das cidades turísticas convoquem reunião junto ao Conselho Municipal de Turismo para que estruturem estratégias integradas no combate aos impactos negativos.


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