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06/06/2018

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Dia Nacional do Teste do Pezinho: CNM reforça importância do exame em recém - nascidos

Nesta quarta-feira, 6 de junho, é celebrado o Dia Nacional do Teste do Pezinho. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca a importância da data como forma de conscientização das famílias e reforça a necessidade da realização do exame em todos os recém-nascidos nas maternidades e unidades de saúde das cidades brasileiras.

O teste do pezinho é um exame obrigatório, realizado em todos bebês preferencialmente entre o 3º e 5º dia de vida. Ele é totalmente gratuito e coletado na rede pública de saúde desde a triagem, confirmação diagnóstica, tratamento e acompanhamento e diagnostica precocemente doenças como Hipotireoidismo congênito, Fenilcetonúria, Fibrose cística, Deficiência de biotinidase e Doença falciforme e outras hemoglobinopatias.

Se o resultado do teste do pezinho estiver alterado, a família e o ponto de coleta são contatados pelo Serviço de Referência em Triagem Neonatal e o bebê é reconvocado para fazer novos exames que podem confirmar ou excluir a doença para a qual a triagem foi alterada. Todas as doenças investigadas se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente podem levar a quadros clínicos graves, como o atraso do desenvolvimento neuropsicomotor e até ao óbito.  Em cada estado existe um Serviço de Referência em Triagem Neonatal habilitado pelo Ministério da Saúde, exceto São Paulo onde existem quatro serviços. Todos contam com médicos especialistas e equipe multidisciplinar para atender todas as crianças diagnosticadas com as doenças do escopo do PNTN antes do aparecimento dos sintomas.

Orientações
A área técnica de saúde da CNM fortalece a necessidade de realizar o teste do pezinho dentro do período preconizado nos bebês, em ambiente hospitalar ou em uma Unidade Básica de Saúde mais próxima. Aos gestores municipais, é fundamental o acompanhamento das ações, quanto a previsão e provisão de materiais necessários para a coleta, assim como da capacitação dos profissionais para execução do exame com qualidade. As ações preventivas serão sempre menos onerosas e são fundamentais para promoção da saúde e da qualidade de vida dos usuários no Sistema Único de Saúde.

Veja abaixo as principais causas das doenças que podem afetar o recém-nascido:

Hipotireoidismo congênito
A tireoide do bebê não produz ou produz menos que o normal do hormônio tireoidiano (T4), essencial para o desenvolvimento da criança.

Fenilcetonúria
É provocada por um erro inato do metabolismo caracterizado pelo acúmulo da Fenilalanina no sangue.

Doença falciforme e outras hemoglobinopatias
São doenças de herança genética em que há alteração da forma ou na quantidade de hemoglobina, componente essencial do sangue, que transposta o oxigênio para os tecidos.

Fibrose cística
Doença genética hereditária em que há o acúmulo de secreções nos pulmões, trato digestivo e em outras áreas do corpo.

Deficiência de biotinidase
Causada por erro inato do metabolismo que leva a um defeito na produção da enzima biotina.

Hiperplasia adrenal congênita
Engloba um conjunto de alterações genéticas que são caracterizadas por diferentes deficiências enzimáticas na produção de hormônios nas glândulas suprarrenais, localizadas logo acima dos rins.

Com informações do Ministério da Saúde


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