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23/04/2018

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Estudantes brasileiros devem demorar mais de 260 anos para atingir qualidade de leitura de países desenvolvidos

Fundação Biblioteca NacionalNesta segunda-feira, 23 de abril, é celebrado o Dia Mundial do Livro. Mais do que revelar palavras, histórias e informações técnico-científicas, os livros são importante variante para mediar o desenvolvimento de uma nação. Isso tem a ver diretamente com os Municípios, no sentido de incentivarem a leitura, especialmente entre os estudantes.

O brasileiro lê pouco e, no geral, lê mal. Por isso, o dia do livro, além de celebração, traz também uma imperiosa reflexão sobre seu papel na formação social e hábitos de leitura.

De acordo com levantamento divulgado no início deste ano pelo Banco Mundial, os estudantes brasileiros devem demorar mais de 260 anos para atingir a qualidade de leitura dos alunos de países desenvolvidos. Se os índices de educação, a partir dos dados do Programa de Avaliação de Alunos (Pisa), não forem alavancados, os números apontam para uma longeva crise de aprendizagem no Brasil.

Em recente edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro (2016), com o apoio da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares, Câmara Brasileira do Livro e Sindicato Nacional dos Editores de Livros, aponta também um cenário pouco promissor, apesar de certos avanços. Estima-se que 56% da população acima dos cinco anos de idade se enquadram como leitores regulares (aqueles que leem, pelo menos, partes de um livro a cada três meses). Em 2011, a média era de 50%.

Outro avanço diagnosticado foi a ampliação do índice de leitura per capita, que passou de quatro títulos por ano para 4,96. Contudo, se os livros didáticos forem retirados da conta, o número cai para 2,9 livros/ano. Em países desenvolvidos, por exemplo, a média é de 7 livros/ano na França, 5,1 nos Estados Unidos e 4,9 na Inglaterra.

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil revela, ainda, que a Bíblia figura como a obra mais citada pelos entrevistados de todas as idades acima dos 18 anos. Ao todo, 42% dos participantes da pesquisa afirmaram ler a Bíblia, enquanto outros livros religiosos figuram no segundo lugar entre os gêneros mais populares, com 22% da preferência.

A Bíblia e outras obras religiosas representam uma expressiva parcela no aumento do índice de leitura de livros não acadêmicos no Brasil, passando de 1,8 título lido por ano (em 2000) para 2,9 (2015). Tal crescimento pode ser atribuído à expansão das denominações evangélicas no Brasil.

Com informações do Instituto Pró-Livro.


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