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17/04/2018

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Governo brasileiro demonstra insatisfação com entrada de drogas e armas por países fronteiriços

13022017 fronteira ag. brasilO ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, manifestou, no encontro intitulado “E agora, Brasil”, a insatisfação do governo brasileiro com a intensa entrada de drogas e armas através das fronteiras do país. Para ele, está na hora do Brasil mudar o posicionamento diplomático com a fronteira, dado que o país é o segundo maior consumidor de drogas do mundo e é vizinho dos quatro maiores produtores: Colômbia, Peru, Bolívia e Paraguai.

De acordo com Jungmann, existe uma corresponsabilidade entre os países, de maneira que não se combate o crime transnacional somente no espaço nacional. “Acho que é preciso fazer gestões diplomáticas, para integração de inteligência e convergências de legislação. Os países precisam estar mais próximos, cooperar mais, trabalhar mais juntos”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que os países devem estabelecer parcerias para o combate ao crime e avisou que já teve reuniões com as nações de fronteira, com exceção da Venezuela.

O Estado do Rio de Janeiro se tornou um hub de distribuição de drogas para outros países, com mais de 800 comunidades dominadas por facções do crime organizado. Além disso, são 17 quilômetros de fronteira brasileira sem o quantitativo de homens e recursos para dar cobertura. De acordo com o representante da pasta, a solução para o problema é investir em tecnologia, drones, radares móveis e vants (aeronaves não tripuladas).

Em 2016, foram presos no Paraguai 97 integrantes do PCC, a maior facção criminosa paulista. A sugestão do ministro para enfrentar a transnacionalização do crime organizado é constituir uma autoridade regional na área de Segurança Pública na América do Sul. Para discutir e organizar a iniciativa, será realizada uma reunião em Foz do Iguaçu com ministros dos países vizinhos. A proposta já foi apresentada ao ministro das Relações Exteriores da Colômbia. O próximo passo será organizar um fórum sul-americano de segurança para desenvolver o plano, já com o apoio do Itamaraty.

Com Informações do O Globo


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