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24/05/2018

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Municípios Amazônicos pedem soluções para a região

24052018 EncontroAmazonicoA XXI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios promoveu, na manhã desta quinta-feira, 24 de maio, o primeiro Encontro de Municípios Amazônicos. Prefeitos e representantes de Municípios, além de parlamentares amazônicos, estiveram reunidos na busca por melhorias e soluções para a região.

Presidindo a mesa de trabalhos, o presidente da Federação das Associações dos Municípios do Estado do Pará e prefeito de Santarém, Nélio Aguiar, reforçou as dificuldades encontradas pelos Municípios amazônicos, como educação, emprego e renda. “Existe uma ausência muito grande do governo federal, que só aparece para intimidar”, completa reforçando a necessidade da união de todos visando unir forças para dar encaminhamento a pautas amazônicas no Congresso Nacional.

Convidada, a deputada da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra), Marinha Raupp (MDB-RO), ressaltou que o grande desafio está na definição de como, juntos, vão trabalhar e apresentar propostas prioritárias para o Congresso Nacional. “Nunca o Poder Público entendeu que temos o fator Amazônico, com seis meses de seca, seis meses de chuva. E nós nunca tivemos a oportunidade, e quem sabe agora com o apoio dos prefeitos, nós conseguiremos fazer”, completou.

Representando o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM), a prefeita de Arapoema (TO), Lucineide Parisi, lembrou do 1º Encontro de Aprendizagem das Cidades da Região Amazônica, em Riberalta, Bolívia. “Coube a nós nos comprometermos com apoiar localização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com a Agenda 2030, em particular, o ODS 5, que trata da igualdade de gênero; ODS 8, de desenvolvimento econômico e trabalho digno; ODS 11 cidades e comunidades sustentáveis; ODS 13, combate às alterações climáticas; e ODS 15, vida sobre a terra”, disse.

O prefeito de Manaquiri (AM) e tesoureiro da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Jair Souto, reforçou que políticas públicas aplicadas em outros Estados não se enquadram à realidade vivida pelos Municípios da Região Amazônica. “Nós temos um vazio institucional. Nem os governos estaduais estão lá no nosso interior, nas prefeituras, nos Municípios. Parece que os Municípios do interior não são Amazonas”, finalizou.


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