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16/11/2017

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Nível de CO2 na atmosfera aumenta após três anos de estabilidade

Gov. de MSA concentração de dióxido de carbono atmosférico atingiu 403 partes por milhão em 2016 e deverá aumentar em 2,5 partes por milhão em 2017. Até o final deste ano, as emissões globais podem subir 2% em relação ao ano de 2016, segundo um relatório do Global Carbon Project. A organização monitora as emissões de CO2 no mundo e é encabeçada por várias instituições e especialistas ligados ao tema.

A elevação nos percentuais de concentração do dióxido de carbono é um dos principais fatores para o aquecimento global. Com a publicação do relatório, ficou claro que as metas do Acordo de Paris não estão sendo cumpridas à risca. Estabelecido em 2015, o pacto global firma o compromisso de 195 países em conter o aumento da temperatura do planeta em 2ºC.

O tema repercutiu na internet e a divulgação dos dados apareceu em diversos veículos internacionais, como o Nature Climate Change, o Environmental Research Letters e o Earth System Science Data.

De acordo com o documento, as emissões globais de combustíveis fósseis poderão alcançar um recorde de 37 bilhões de toneladas de dióxido de carbono em 2017. A previsão é que as emissões totais cheguem a 41 bilhões de toneladas, incluindo o desmatamento.

Comparativo global

A China aparece como o país líder nas emissões de gás carbônico. Os especialistas preveem um aumento de 3,5% neste ano, apesar dos esforços crescentes do país no investimento em economia verde. Por outro lado, nos Estados Unidos, deve haver um declínio de 0,4% nas emissões este ano; e, na União Européia, um decréscimo de 0,2%.

Já o Brasil, aumentou em 9% a liberação de CO2 em 2016, segundo dados do Observatório do Clima. A divulgação dos dados ocorre em meio a COP-23, a conferência do clima da ONU que estuda reduzir as emissões de gases do efeito estufa para conter o aquecimento global. Uma das missões da conferência é avançar nas metas estipuladas no Acordo de Paris.

Agência CNM, com informações do Portal G1

 


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